sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Consumindo-se em Chamas

O que é isso que sinto
Dentro do meu coração,
Que aos poucos está me sufocando,
Acabando com todo o ar ao meu redor?
Diga-me, o que é isso que sinto
Dentro do meu peito,
Que faz doer todo o meu ser,
Provocando as lágrimas dos meus olhos,
Deixando-os em brasas, ardendo como sal,
Como se estivessem consumindo-se em chamas?
Por favor, responda-me, pelo amor de Deus!
O que é isso que sinto
Dentro de mim, que sufoca o meu grito,
Que aperta minha garganta
E abafa a minha voz,
Não me permitindo falar?!
Que nubla meus pensamento,
Pois não consigo pensar,
Nem mesmo posso pedir ajuda
Porque me sinto só...
Estou só... apenas eu e esta dor...
Não, não há com quem desabafar,
Porque, simplesmente, não devo,
Porque, realmente, não posso,
Porque... Por favor, deixe-me aqui!
Você já não pode me responder...
Você, na verdade, não quer me responder!!!

Solidão!!!
A expressão: "Solidão a dois, embaixo do mesmo lençol". Quando os carinhos e os beijos, ainda apaixonados, só encontram as costas da pessoa querida, pois "cansada" já não quer mais te olhar nos olhos. Seus lábios, ávidos por um beijo da pessoa amada só encontram a ponta dos dedos, que primeiro beija os próprios lábios e depois toca, de leve, os seus, e, de uma forma bem carinhosa, pensada, analisada diz: "procura dormir, amanhã é dia de trabalho". Então, mais uma vez, se vira e dorme.
"Solidão a dois, embaixo do mesmo lençol". Bem que poderia ser dita a "três"!!! Quem garante que aqueles lençóis, quente, aconchegantes, não é testemunha "ocular" de um casamento em fracasso. Que um terceiro sentimento forma o triangulo amoroso, que vai por fim àquela união??? De repente os sentimento que forma o casamento, amor e sexo, tem a companhia de um outro sentimento, que pode ser qualquer um a visitar aqueles lençóis... Culpa a quem? A monotonia? O ciúme? A ingratidão? Qualquer um pode está ali, na "Solidão a dois, embaixo do mesmo lençol".

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