Quando a distância é nossa inimiga,
Temos pouco a fazer, a não ser esperar.
Pelo momento que o tempo amistoso
Nos trás o dia glorioso de te encontrar.
É nesta hora que a esperança,
Consola-nos, e assola de vez a tristeza,
Que cisma em nos acompanhar.
Pior do que isso é o silêncio,
Que dói n’alma de um coração que chora,
E, implora que este silêncio, seja quebrado,
E aliviado pelo estremecer do celular.
Pobre daquele que espera
Cronometrando os segundos pelas batidas do coração,
Que cheio de paixão fica ansioso,
Desejoso, olhando o mudo aparelho
A qualquer momento o seu vibrar,
Quando a distância, nossa inimiga inseparável,
Assombra-nos no cotidiano do impossível,
Tira-nos o sono e não nos deixar sonhar.
De nossos olhos rolam lágrimas de paixão,
De saudade e de dor, pois esta distância ingrata
Só pode ser vencida em sonhos...
Mas como dormir se a insônia nos impede de sonhar?
Tudo isso é fruto da sua ausência em Boa Ventura...
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