Perdoa-me pela rosa ter lhe ferido
É que havia um espinho e eu não o vi.
Como aquele beijo que você me deu,
Despertando o amor no meu coração,
E você nem ao menos notou.
Perdoa-me pelo seu aniversário
Eu, realmente, não pude chegar a tempo
E quando pude ir ao seu encontro
Você me deixou esperando
Porque alguém lhe convidou
Para uma certa diversão,
E você esqueceu de mim.
Perdoa-me se lhe ignoro e choro por você
É que as lágrimas que saem dos meus olhos
Não podem ser detidas
Como aquele outro que dizia não lhe amar
E você insistia pelo amor dele,
Ignorando-me por estar ali presente.
Perdoa-me se vou aprender a lhe esquecer
Como você aprendeu a me dizer não.
Perdoa-me se faço de conta não lhe amar
Como você faz de conta me ignorar.
Perdoa-me se insisto em lhe amar
Como você insiste pelo amor de outro.
Perdoa-me por presenciar o seu sofrer
Porque foi abandonada por alguém,
Como tantas vezes me viu sofrendo por você.
Perdoa-me se não posso lhe ajudar
Como você nunca se preocupou comigo.
Perdoa-me se lhe amo e fui, por você, abandonado.
Perdoa-me por apesar de tudo, ter lhe perdoado.
No futuro, quando olhares no espelho
E ver neves prateando sua cabeça
Só então, em soluços, haverá de pensar em mim, e dirá:
“Perdoa-me, meu amor, só você quis me dar a felicidade
De um amor verdadeiro, eterno e ilimitado
E, por incompreensão, recusei...”
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