E comentávamos as minhas depois.
Antes eram muitas as suas emoções
E eu, contava as minhas depois.
Antes vivíamos distante um do outro,
Embora estávamos sempre juntos no mesmo lar.
Antes éramos dois corpos
Sentindo dores distintas.
Éramos dois corações
Lembrando várias paixões,
Várias aventuras, as minhas e as tuas.
Agora, falamos a mesma língua
E dividimos as mesmas emoções.
Desfrutamos as mesmas vidas.
Juntas, em corpos distintos.
Choramos as mesmas dores
Sentimos as mesmas saudades
E comentamos as mesmas paixões.
Enfim, somos um só pensamento.
Um mesmo objetivo, numa mesma alma,
Um único coração dentro de um único corpo.
Vivemos em simbiose perfeita
E formamos um todo...
Deixamos de ser Eu e Você,
para tornamos em NÓS.
No começo de um grande amor, Deus olha e diz: “Esse amor será eterno”, e de uma paixão casual, pura, sem maldade, cresce até transforma-se em amor. Porém para isso acontecer o mais apaixonado dos dois torna a pedra angular do relacionamento. Esse, por sua vez, despe-se diante da pessoa amada. É o primeiro a renunciar de sua liberdade. Esquece o seu “EU”. Fica “bobo” diante tanta beleza. Tanta fascinação. É o primeiro a sentir o efeito do amor platônico, onde o imperfeito fica perfeito.... o feio fica belo... torna-se escravo dos sentimentos e passa a ver no outro o porto seguro. Faz de tudo apenas para agradar a pessoa amada. Faz de tudo pela felicidade dela. Se correspondido passa de amar para ser amado. De compreender para ser compreendido. Nesse estágio a união platônica torna-se perfeita e um passa a depender do outro. Simbiônticos perfeitos. E como foi preescrito pelas linhas torta da escrita divina, a pequena paixão vira lenda. Declamada nos quatros cantos como “O GRANDE E ETERNO AMOR”.
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